Por PT Alesp, com informações do Diário de S. Paulo
Segunda-feira, 1 de julho de 2013
A superlotação não é o único problema para quem depende dos trens em São Paulo. Na última semana, reportagem do Diário de S. Paulo visitou dez das 89 estações da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) para verificar as condições gerais e descobrir as principais demandas dos passageiros.
Os problemas se concentram nas estações mais antigas, que carecem de reformas estruturais e adequações, por exemplo, para garantir acessibilidade a pessoas com dificuldade de locomoção. Grandes vãos e desníveis entre trens e plataforma oferecem riscos.
As estações Pirituba e Perus, do fim do século 19, têm infraestrutura deficiente, com falta de acessibilidade. O acesso para a Pirituba pela Av. Paula Ferreira é exclusivo por escada. Do lado da Av. Mutinga, a entrada fica no térreo, mas o usuário só tem escadas para chegar às plataformas. É uma das estações com maior distância entre o trem e a plataforma, além de desnível. “Já caí para embarcar”, disse a doméstica Maria da Conceição Amaral, de 72 anos, que usa bengala.
Em Perus, o passageiro é obrigado a usar uma escada de ferro e passar por uma ponte descoberta para mudar de plataforma. Abertas no fim dos anos 1970, Lapa e Imperatriz Leopoldina têm problemas similares. A Leopoldina só pode ser acessada por escadas. Na Lapa, há rampa na entrada, mas o acesso às plataformas é por escadas.
“Falta acessibilidade nas antigas, há falhas de manutenção em banheiros e nas que têm elevador. Em todas falta comunicação visual nas lixeiras de reciclados”, diz Fernando Papa, da ONG Projeto Semente, que em 2012 fez um diagnóstico das 89 estações da Grande São Paulo.

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