Pesquisar
Close this search box.
Pesquisar
Close this search box.

Dilma rebate quem menospreza capacidade do povo de opinar sobre plebiscito

Por PT no Senado
Ao discursar ontem em Salvador, na Bahia, a presidenta Dilma Rousseff disse que o momento pelo qual passa o País é ideal para realizar as transformações pedidas pela sociedade, principalmente um plebiscito para que as pessoas possam manifestar sobre qual é o sistema político adequado para o Brasil. “Tenta e força, tenta e força e teima, e acaba conseguindo”, afirmou sobre os que acham que o povo é incapaz de opinar e contribuir para as mudanças, rebatendo os que consideram que a população não teria condições de opinar sobre os rumos da reforma política.
“Desejo que nós, juntos, sejamos capazes de estar à altura do desafio que temos pela frente. Porque nós temos uma oportunidade de transformar de forma acelerada o nosso País. É agora que nós temos de fazer. Por isso cada um de nós deve dar o melhor de si. E eu asseguro a vocês que eu não descansarei enquanto não puder atender a tudo aquilo que eu sei que é possível”, disse.
O que a presidenta fez foi uma sugestão encaminhada para o Congresso Nacional, pedindo que ele faça o plebiscito, fundamental, segundo Dilma, “para ouvir como as pessoas acham que devemos votar, como deve ser o financiamento, se o voto no Congresso deve ou não ser secreto, como se elegem os suplentes e como se farão as coligações”
Nas últimas semanas, líderes de alguns partidos e ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) têm dito que a população não deve ser consultada sobre questões técnicas, o que, supõe-se, seja o caso da reforma política. “Acredito na inteligência, na sagacidade e na esperteza do povo brasileiro. Suas escolhas sempre foram acertadas. Não sou daqueles que creem que o povo é incapaz de entender por que as perguntas são complicadas”, afirmou.
A presidenta destacou que as manifestações no Brasil são diferentes daquelas realizadas em outras partes do mundo, como a Primavera Árabe, em que o povo lutava contra ditaduras, ou como os indignados espanhóis e o Ocuppy Wall Street, nos Estados Unidos, que enfrentam a redução de direitos sociais em face da crise econômica iniciada em 2008. Dilma lembrou da última ditadura no Brasil (1964-1985), contra a qual ela mesma lutou, como um tempo em que não se ouvia a voz das ruas, mas que está superado.
“No Brasil é diferente. As ruas falaram por mais direitos. Essa presidenta ouviu a voz das ruas. Tanto porque ela é legítima nas reivindicações quanto porque temos democracia e é parte dela a luta por mais direitos”, avaliou.

Compartilhe!

Últimas postagens