Por Prefeitura de Guarulhos
Em uma assembleia realizada na tarde de sábado, dia 19, os moradores do Anita Garibaldi, na Ponte Alta, decidiram por unanimidade aceitar a proposta apresentada pelo prefeito Sebastião Almeida para a compra da área junto ao proprietário. O acordo foi intermediado pela Prefeitura, nos mesmos moldes do que já ocorreu no Jardim das Oliveiras, onde o consenso em torno de valores e das condições de pagamento suspendeu uma ação para a reintegração de posse da área particular. Mais de duas mil famílias serão beneficiadas no Anita Garibaldi.

foto: Nicollas Ornelas/PMG
foto: Nicollas Ornelas/PMG

“Nos últimos anos, dialogamos bastante com o proprietário e com a comissão de moradores do Anita para construir uma proposta que fosse razoável e boa para as famílias e para o proprietário da área”, afirmou o prefeito Almeida. Segundo ele, o resultado da assembleia de sábado será agora levado ao dono do terreno. “Queremos iniciar rapidamente o processo de transferência da área para as famílias. Todos vão ter documento e a segurança necessária para levarem suas vidas adiante, sem se preocupar mais com esse assunto.”
A proposta apresentada pelo prefeito foi elaborada com a participação dos representantes dos moradores do Anita e com aval do proprietário da área. Foram estabelecidas três categorias durante as negociações. Quem vive mais distante do centro comercial, pagará 184 prestações de R$ 150; quem está mais próximo do centro comercial pagará R$ 163; enquanto os comércios terão de pagar mensalmente R$ 231.
foto: Nicollas Ornelas/PMG
foto: Nicollas Ornelas/PMG

A Prefeitura vai comprar a área onde hoje se encontram o centro social e o campo de futebol do bairro, assim como as ruas que cortam o Anita Garibaldi, num total de R$ 7 milhões. “Queremos afastar definitivamente o fantasma das desapropriações da vida de todas essas famílias”, afirmou o prefeito Almeida. Ele lembrou do acordo feito no início deste ano com os moradores do Jardim das Oliveiras II, que também terminou em acordo com o proprietário. “As pessoas já estão pagando pelos terrenos e não temem mais pela saída do local”, disse.